Luto

É o Brasil inteiro de luto



A cantora, atriz e apresentadora Hebe Camargo morreu neste sábado (29) em casa, em São Paulo. 

Ela vinha lutando contra um câncer diagnosticado há dois anos e meio.
Hebe deixa um legado construído ao longo de seis décadas com talento, alegria e uma afinidade especial com o público.

Brincalhona, com uma alegria que parecia não ter fim. Essa era Hebe Camargo, uma das pessoas mais queridas da TV brasileira.

A paulista Hebe Camargo nasceu em Taubaté em 1929. Costumava dizer que era uma caipira que mantinha o jeito simples do interior. “Existe motivo nenhum para você mudar sua personalidade porque você tem uma situação melhor ou não. Eu fico com pena de quem muda. Eu fico com pena de quem se sente estrela”, disse em entrevista.

Hebe começou cantando no rádio. E dali para TV foi um pulo. Foram 60 anos no ar. A primeira emissora em que Hebe trabalhou ficava no bairro do Sumaré, em São Paulo. Era a TV Tupi, que não existe mais. A então cantora Hebe foi convidada para a primeira transmissão da TV brasileira, um marco histórico, só que naquela noite, ela sumiu e achou graça dessa história. Hebe estava escalada para cantar o hino da televisão, feito sob encomenda para a inauguração.

“A Lolita Rodrigues que substituiu cantando o hino, que eu até hoje dou graças a Deus, porque o hino é horrível”, contou brincando em entrevista.

Décadas depois, não se aguentou de tanto rir com Nair Bello, quando a amiga Lolita Rodrigues repetiu o tal hino, no Programa do Jô.
“A Lolita Rodrigues que substituiu cantando o hino, que eu até hoje dou graças a Deus, porque o hino é horrível”, contou brincando em entrevista.

Hebe, que começou a carreira cantando, logo revelou outro talento. O domínio do palco enfeitiçava a plateia.

Ninguém mais segurava a apresentadora. O programa de entrevistas na Rede Record domingo à noite foi mais do que um sucesso. Virou referência. E foi nesses bate-papos que consagrou uma de suas expressões mais famosas, imitada até hoje: “Quando eu gosto muito, vira gracinha, porque eu gosto muito”, explicou.

A risada era outra marca de Hebe, assim como o famoso selinho. Ela passou também pela TV Bandeirantes, ficou 25 anos no SBT e, em 2011, foi para a RedeTV. E tinha acabado de assinar um contrato para voltar ao SBT.

Mais de meio século depois de iniciar a carreira na TV, a Hebe cantora ressurgiu. Em 2009, soltou a voz no palco do Theatro Municipal de São Paulo para homenagear os 50 anos de carreira de seu ídolo, Roberto Carlos.

O ano seguinte começou com um desafio: um câncer no abdômen. Recebeu a solidariedade de todos, até do rei Roberto Carlos.

E como numa canção de Roberto, o público talvez tivesse a sensação de que Hebe Camargo não acabaria nunca. Hebe vai permanecer na memória dos fãs e na história da TV brasileira.
Fonte: G1.com
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